Formação inicial em Educação Física na América Latina, neoliberalismo e cultura contemporânea: notas pra reflexão

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Alessandra Galve Gerez
Valter Bracht

Resumo

O presente artigo analisa o avanço do setor privado no ensino superior brasileiro – e, especialmente, na Educação Física –, acompanhado de dados comparativos de outros países da América Latina (Argentina, Chile, Uruguai, Colômbia). Essa análise é realizada com o objetivo de reconhecer, nas transformações ocorridas no sistema, a presença de políticas de cunho neoliberal, que conferem ao mercado e às suas “necessidades” o poder de orientar a formação. Para isso, o trabalho observa que o aumento do número de matrículas no ensino superior no Brasil obedece mais a um fenômeno de massificação do que de democratização; fenômeno que implica, além disso, uma crescente precarização do trabalho docente, voltado, por sua vez, para um novo corpo discente, igualmente precarizado, que não se enquadra facilmente nas categorias sociais clássicas. O artigo conclui mencionando os dilemas e os desafios do ensino superior, sendo que o principal deles consiste em aprofundar a democratização do sistema, tarefa para a qual o protagonista deve ser o setor público.

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